sexta-feira, 15 de julho de 2011

Emoções


Emocionalmente instável? Ora essa, isso não existe! Ou se tem emoções ou não se tem.

Afinal o que são as emoções?  Como diz Denise Desjardins, as emoções são a vida, o sal e o fermento da nossa existência, mas será que elas nos prejudicam? Se não existirem será que vivemos e se elas extravasarem os limites, vivemos igualmente? As emoções não podem ser medianas nem mediocres porque o excesso que elas contêm arrasta-nos consigo. A questão é sermos levados pela corrente ou de nadar contra a corrente? As emoções tomam o poder, quer seja no nosso rosto onde se desenha o terror, nas nossas veias em que cresce a cólera ou nos nossos pensamentos paralisados. Fazem-nos ora corar, ora empalidecer ou tremer, agita-nos, gela-nos ou acelera-nos a pulsação do coração. A emoção é a  senhora da meteorologia que reina os nossos estados de alma. - Se estamaos bem, a agulha está no bom tempo, ao menor sinal de sarcasmo, muda para "mau tempo" e se a crítica for violenta, passa rapidamente para "tempestade". Estes "estados do tempo" somos nós! A questão é que EMOCIONARMO-NOS é viver!
A história das nossas vidas? Estamos mal, sofremos, choramos quando acontecimentos maus nos acontecem! Os acessos de alegria também vão acontecendo frequentemente, infelizmente raramente são duradouros e por várias razões o cenário anterior retorna. Em resumo, temos emoções! E mesmo que não falemos, vê-se pela expressão do rosto, pela postura do corpo. A tendência dos outros é darem-nos as receitas para camuflarmos e acima de tudo reprimir as nossas emoções. Não as podemos exprimir, dizem? Estamos condenados à repressão para que a nossa imagem de marca não seja beliscada? Temos que parecer bons, justos, inteligentes, nobres? Sim, parecer.... De um lado a opinião pública do outro a verdade. Aí começa o choque: É preciso ter uma imagem de admirada, pelo menos conveniente, calma, delicada, amável. Mas não conseguimos com os que nos estão próximos, os filhos, os amigoa, os alunos, os empregados, os adversários... Aqueles que nunca tenham sido coléricos, receosos, tristes, ciumentos ou orgulhosos que atirem a primeira pedra. Ou por outras palavras as emoções não parecem bem? Mas  é emocionados que estamos sempre: um pouco, muito, apaixonadamente, até à loucura! Estamos emocionados, por isso  logo existimos, a emoção somos nós!
Deixar de reagir, de vibrar, de não sentir, em resumo de não viver ? Tornarmo-nos num instrumento desafinado pregado a uma cruz de silêncio? Nunca! Viva a emoção!
Prefiro ficar ligada ao mundo, entregar-me ao que me cativa, ao que me engole neste turbilhão de coisas, de tudo que me envolve e perturba. Quanto mais forte for a percepção, mais eu reajo - e mais me sinto viver e mais facilmente fico ligada àquilo de que me quero libertar, seja alguém ou alguma coisa. A calma, a serenidade, a impassibilidade? Estou-me nas tintas, para dizer a verdade não as quero.

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